sexta-feira, 9 de março de 2012

O menino Lorenzo que ora e canta com Deus




São muitas orações. E lindas canções para cantar para o Todo Poderoso. Lorenzo adora se conectar com Deus. Nasceu assim, agarrado na fonte da vida, com uma religiosidade espetacular, natural, sem ninguém doutriná-lo.

Ele recita mantras, canta músicas religiosas, interage de montão com quem se junta à ele nesses momentos.

As orações são as mais variadas, passa pelos rituais budistas, pela Grande Invocação, pelas Bem-Aventuranças, pelas Sutras Sagradas da Seicho-No-Ie, pela Oração de São Francisco, pelo Pai Nosso, por Krishna, por Jesus na crença evangélica, pelo Cristo Cósmico, pelos santos católicos, entre tantas outras que se referem ao mundo celestial.

Um dia ele se sentou na beira de uma piscina, sozinho. De repente começou a falar olhando para o céu. Quando me aproximei dele ele fazia a Prece de Cáritas, completa, com o coraçãozinho cheio de fé. Rezava sabendo que estava se referindo a Deus.

É como se ele captasse uma essência em comum em todas as crenças. Ele capta o grande amor de um único Deus. Lorenzo é um verdadeiro mensageiro da Paz, do Amor e da União.

Esse vínculo com o divino o ajuda muito a superar as dificuldades vinculadas ao autismo. Conectar essas crianças à divindade é algo que pode trazer os melhores benefícios para a vida delas.

Um dia achamos que ele merecia uma oração só para ele. E assim surgiu a Oração do Lorenzo, que vou compartilhar aqui. Ela é baseada nas questões do autismo, portanto todos que quiserem aproveitá-la, fiquem a vontade:


ORAÇÃO DO LORENZO

Mestre Jesus, tu és curador divino. Meu amigo que me guia e me protege de todo mal. Tua energia de cura me envolve todos os dias, e a cada dia eu manifesto mais e mais o Cristo em mim.

Agradeço a Deus pela minha existência e por todo amor que me envolve.

Deus é a vida por isso posso vivê-la plenamente e com saúde.  Deus Todo Poderoso, que a cura se manifeste em mim em todos os níveis. Eu me liberto de todas as limitações que me impedem de revelar meu verdadeiro Eu Divino para o mundo. 

Sou Filho de Deus Perfeito e escolho me tornar cada vez mais saudável e livre dos obstáculos que me isolam da vida social.

Sou cada dia mais integrado com as pessoas para que eu possa também ajudar o mundo a ser melhor.

A Luz Divina acompanha meus antepassados, minha família e todos aqueles que participam da minha vida.

Que a energia do amor universal irradie em toda humanidade.

Paz Profunda a todos os seres.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Autismo e o propósito de seu mistério




A maior definição sobre autismo hoje continua sendo: mistério. E não me refiro somente ao desconhecido com relação à origem, a causa e a sua prevalência. São misteriosos também os dons, a inteligência, a forma de pensar e a maneira como esses indivíduos fabulosos vivenciam o mundo a sua volta.

Já existe uma quantidade interessante de estudos sobre tema. Imagino que seja a “desordem” mais pesquisada no mundo recentemente. Muitos estudos, poucas respostas, mas nem tudo em vão já que informações importantes têm surgido das pesquisas.

O autismo hoje se traduz em um corpo que está adoecido devido às intoxicações externas de fontes diversas e pelas toxinas oriundas de uma absorção intestinal altamente comprometida por causa de um intestino inflamado e poroso. Essa seria a origem de toda a dinâmica comportamental desorganizada do processo. Desvendar o enigma do porque isso acontece que tem sido o grande desafio dos estudiosos. Há várias teorias que se aplicam a alguns casos, mas para outros continua sendo tudo muito vago.

E essa história do intestino prejudicado traz como conseqüência a falta de absorção de nutrientes que por fim quase mata o pobre cérebro de fome. Eu já nem lembro mais dos detalhes pomposos de toda essa cadeia de acontecimentos desse evento. E como se não bastasse, a produção enzimática de todo trato digestivo encontra-se comprometida. Então, ficamos conhecendo um pouco mais da participação especial de alguns elementos no corpo de nossos filhos. Ficamos por dentro da intimidade da dupla brega Streptococcus e Staphylococus e o lançamento de seu novo sucesso “Biofilme Malvado”. Ouvimos falar muito da Candida albicans barraqueira, do amor bandido entre o glúten bombado e a caseína periguete que entram pelos poros intestinais sem serem convidados, dos neurotransmissores perdidos no espaço, dos fenóis enlouquecidos, dos oxalatos trombadinhas, tantos personagens vilões compondo essa saga biológica.

Eu questiono muito se é realmente na pesquisa científica padronizada no modelo convencional que vamos encontrar alguma explicação que faça sentido para toda essa ação desconexa. Porque por enquanto a lógica do processo está diluída em algo que ainda não conhecemos.

Muitas vezes penso que a resposta se encontra em qualquer coisa relacionada à evolução natural da raça humana. É como se nos últimos 10 anos estivesse sendo feito um recall do antigo projeto do ser humano e lançado um novo com tecnologia biológica sofisticadíssima que não funciona mais com o combustível alimentar do modelo antigo e não se adapta a ambientes contaminados. E adaptar esse ser humano mais aprimorado significa ter que quebrar muitos padrões da nossa vida, mas se pararmos para pensar teríamos que mudar nossa vida para melhor. Sim, pois a lógica de tratarmos dessas crianças é no fundo tratarmos de nós mesmos. Porque conhecemos tudo aquilo que comemos, que sentimos e que respiramos que nos faz muito mal, mas continuamos fazendo assim mesmo. Cuidar de nossos filhos com autismo no fundo é eliminar da vida deles tudo aquilo que sempre foi nocivo para nossa própria vida. Teriam eles essa missão no planeta?

Quando eu olho para o Lorenzo em sua individualidade dificilmente eu o vejo rotulado e padronizado por um intestino inflamado, por um crescimento fúngico, por um conjunto de estereotipias, por um corpo invadido por metais pesados e carente de vitaminas e minerais. Eu vejo um menino lindo, com uma inteligência privilegiada. Esse é o segundo mistério que compõe esse universo que denominamos “autista”. De onde vem essa capacidade fabulosa de conhecer a música tão profundamente? Como foi tão fácil para ele aprender a ler sozinho com 2 anos de idade? Essas crianças apresentam tantos talentos formidáveis, mas por incrível que pareça essas habilidades são descritas nos termos científicos como parte das anomalias do autismo. Por que não apreciar os dons mais do que enxergar as “deficiências”? Não é negligenciar o que precisa ser ajudado, mas é conseguir visualizar a beleza e a perfeição acima de tudo.

Daí se faz idéia de como o mundo ainda não está preparado para receber um ser tão aprimorado e perceber a utilidade dos talentos que ele possui. Então precisamos ajudá-los a interagir melhor para que as pessoas típicas consigam fazer a leitura ideal do que eles têm para compartilhar. Você não tem que fazer algo urgente para sedar seu filho que bate a cabeça no chão, para seu filho que se auto-agride, para seu filho que grita de forma ensurdecedora. Proteja-o. E depois tente entender porque ele faz tudo isso, existem técnicas para auxiliar nesse processo. Depois trate disso de uma forma humana, amorosa e respeitosa. São muitos processos, muitas etapas, mas uma chance única de crescimento e transformação interior para nós mesmos.

É curar a nós mesmos.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Homeopatia – A melhor medicina na vida do Lorenzo!


Minha opinião? Homeopatia deveria ser o único remédio dado para as pessoas com autismo. Parece um pensamento meio radical, mas quem vivencia, estuda, admira e principalmente quem teve experiência própria com os benefícios dessa ciência sabe exatamente o que eu quero dizer.

É claro que não digo isso com intenção de desmerecer o papel dos quelantes, dos suplementos e de todo protocolo dessa natureza que foi tão estudado e que tem ajudado tantos casos de autismo. Falo apenas como admiradora oficial e eterna estudante dessa ciência tão magnífica que Samuel Hahnemann disseminou na face da Terra. E embora as terapias de suplementação, dietas e desintoxicações ajudem fisicamente a criança com autismo, somente a homeopatia consegue modificar a suscetibilidade às doenças físicas.

Não existe no planeta outro remédio que atue no ser humano em sua essência mais sutil. Um medicamento homeopático competentemente repertorizado é capaz de tratar e curar desarmonias seja em que nível ela estiver: mental, emocional ou físico. Tudo isso atuando através da energia vital.

A homeopatia é a mais misteriosa arte de cura. Como que algo totalmente imaterial que anteriormente era matéria (vegetal, mineral ou animal), ou seja, energia pura, pode agir de forma tão esplendorosa na recuperação de um ser vivo?

A grande maioria das pessoas ainda não entende a razão dos remédios homeopáticos funcionarem. A primeira lei da homeopatia, similia similibus curentur (semelhante cura semelhante), as diluições, as dinamizações e as potências homeopáticas ainda dão uma série de nós nas cabeças dos cientistas. Por fim eles não encontram respostas palpáveis e se dão por satisfeitos em simplesmente dizer: Homeopatia não funciona.

Ah não gente?...Imagina se funcionasse.

E também existem inúmeros estudos comparando homeopatias com placebos que concluem que a eficácia dela é indiscutível. Mas para compreender a homeopatia é preciso ter um pensamento quântico, pois a única forma de entender a atuação da homeopatia dentro de um contexto mais físico é através da mecânica quântica.

Mas vamos focar no assunto de como a homeopatia pode ajudar os casos de autismo.

A situação ideal dentro da homeopatia é encontrar o simillimum de um indivíduo, que é o remédio homeopático que possui o maior número possível de características semelhantes ao quadro clínico apresentado por ele, ou seja o remédio que irá curá-lo. Devido à ampla complexidade dos sintomas apresentados por uma pessoa com autismo, encontrar seu simillimum não é assim tão fácil, requer o vasto conhecimento e a intuição de um homeopata dos bons.

A homeopatia pode curar todas as características limitantes do espectro autista, embora possa ser um projeto a longo prazo e levar meses ou mesmo anos até que se possa atingir a todas as camadas do corpo onde os problemas se situam. Ela vai atuar na totalidade da pessoa passo a passo, agindo nas questões emocionais, nos comportamentos, nos sintomas físicos, nos traumas adquiridos (inclusive os intra-uterinos), e na predisposição genética (miasmas ou constituições).

Várias pessoas com autismo já foram beneficiadas com a homeopatia. Cada vez mais histórias de sucesso total estão aparecendo. E mesmo quando não há recuperação completa, melhoras acentuadas costumam surgir com o tratamento. De forma "não supressiva", ela restabelece o sistema imunológico, reduz as compulsões, obsessões e melhora a parte motora. E tudo isso sem efeitos colaterais e a um custo muito baixo.

Quando a homeopatia é simplesmente usada como complemento de um tratamento biológico, embora ela possa atuar positivamente, o resultado não será tão notável ou efetivo. Por esse motivo, já há algum tempo, eu escolhi usá-la unicamente para cuidar do Lorenzo, eventualmente associada a outras técnicas da medicina energética que não interferem em sua atuação. Ele usa um só remédio para tudo, ou seja, seu simillimum. Tudo se resolve com ele: febre, dores, tosse, ansiedade, medo...é tudo mesmo. E o melhor é que funciona rapidinho nesses casos.

Graças a essa arte médica que Hahnemann nos deixou, Lorenzo se livrou de várias limitações. Suas melhoras são lentas, mas progressivas, e o melhor de tudo é que ele é uma criança a cada dia mais feliz, principalmente porque agora ele já pode diminuir as restrições alimentares sem nenhum tipo de efeito ruim em seu corpo. A homeopatia não só diminuiu os limites da vida do Lorenzo, mas também nos uniu mais nos cotidianos.

Ousem a conhecer! 


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Autismo: A realidade. A luta. Os Projetos de Lei.




Se alguém ainda não se deu conta, é importante ressaltar: Autismo é uma questão planetária que não abrange somente o contexto das famílias das pessoas dentro do espectro. Essa questão envolve todas as pessoas de forma bem mais extensa do que se imagina.

Não há dados exatos da estatística mundial do autismo, mas podemos ter como base a estatística americana. Nos Estados Unidos, 1 em cada 91 indivíduos estão diagnosticados dentro do transtorno do espectro autista, dados da American Pediatrics Academy. Acontece que em 2007, segundo o Dr. Joseph Mercola, uma pesquisa feita pelo National Survey of Children’s Health (NSCH) mostrou que, polemicamente, a taxa de autismo encontrada foi de 1 em cada 63 crianças.

No Reino Unido, uma pesquisa semelhante mostrou a estatística de 1 em 83.  Para os que não acompanharam a história de toda a problemática, vejam só os dados das taxas oficiais de prevalência do autismo nos EUA nos anos anteriores:

à1970: 1 em cada 10.000 indivíduos.
à1995: 1 em cada 1.000 indivíduos.
à1999: 1 em cada 500 indivíduos.
à2001: 1 em cada 250 indivíduos.
à2005: 1 em cada 166 indivíduos.
à2007: 1 em cada 150 indivíduos.
à2009: 1 em cada 91 indivíduos.
à2011: Eu ainda não tenho notícias...mas a coisa já deve estar apocalíptica.

Então nos EUA existem hoje muito mais crianças com autismo do que a somatória de todas as crianças com câncer, Síndrome de Down, Diabetes e AIDS.

Nem mesmo nesses países mais desenvolvidos há uma estatística realmente apurada. No Brasil? Nem queiram saber. Não há estatísticas. Sugere-se muito vagamente que o número módico de pessoas hoje no país dentro do espectro do autismo gira em torno de 2 milhões.

Para falar a verdade, o número correto, essa coisa estatística concreta, gélida (porém necessária para fins burocráticos), para mim não tem esse valor todo. O que realmente me surpreende é a realidade palpável. É ver ao meu redor, ao vivo e a cores, mais e mais crianças sendo diagnosticadas, e perceber tão claramente o aumento súbito dos casos, fato que não precisa nem conferir nas estatísticas.

Autismo, no grosso modo da questão, é EPIDEMIA. Traduzindo: Futuramente todas as pessoas terão uma proximidade muito grande com a situação. Serão filhos, irmãos, sobrinhos, netos, parentes próximos, amigos e conhecidos diagnosticados. Ficou claro aqui que o problema é de todos nós?

A coisa está tão séria que as lideranças já andam tirando o corpinho fora. Devido a previsão de gastos astronômicos com o autismo no futuro, os critérios de diagnóstico começaram a ser modificados, claro que é para deixar de fora do orçamento do governo aqueles que se encontram no grau mais leve do espectro. Injustiça total.

Enquanto que no primeiro mundo o governo, apesar de tudo, ainda dá uma ajudinha de recursos para as terapias, educação e tratamentos em geral para as famílias que precisam, aqui no Brasil a situação gira em torno da precariedade e do anonimato. Está tudo muito atrasado. Não há recursos para nada e na verdade são os pais e familiares que se unem e se ajudam trocando informações e orientam-se como proceder. O nível de entendimento dos profissionais que lidam com o autismo (médicos, psicólogos, pedagogos, terapeutas, etc.) tem melhorado um pouco, mas esse pequeno grupo de profissionais competentes obviamente é insuficiente para atender a demanda. E essa é a realidade da classe média para cima. Se para esse grupo social a coisa anda difícil, imagina para a população menos privilegiada. Inúmeras famílias brasileiras possuem filhos com autismo e sequer sabem o que acontece com eles.  A situação é tão séria que levaria dias para escrever sobre ela.

Mas eis que a esperança é a última que morre mesmo. A luz do fim do túnel começa a emitir raios maiores. Graças a um grupo especial de pessoas guerreiras surgiu um movimento importante para que a realidade do autismo no Brasil seja mudada. São pessoas, em sua maioria pais de crianças e adultos com autismo, que resolveram representar a causa e se uniram para reivindicar do governo brasileiro os direitos cabíveis em todos os aspectos para os indivíduos dentro do espectro do autismo.

E assim surgiu o Projeto de Lei 1631/2011 que institui a política nacional de proteção dos direitos da pessoa com transtorno do espectro autista. Para saber mais vide: http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=509774&st=1

A grande líder desse movimento é Berenice que mora no estado do Rio de Janeiro. Mulher arretada. Um dia Berê amanheceu inspirada e decidiu lutar em prol do autismo dentro da política. Totalmente apoiada por outras guerreiras, lá foi ela fazer a voz do projeto de lei Senado Federal a fora. Também é ela que encabeça o movimento local do Rio de Janeiro para aprovação do Projeto de Lei 689/11 que não sei porque cargas d’água o governador vetou. Mas essa história vai ter uma grande reviravolta. Os guerreiros azuis estão prontos para derrubar o veto.

Mãe do Dayan, Berenice Piana de Piana, amiga Berê, muito obrigada!



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Animais de estimação em benefício das crianças com autismo


Muitos pais de crianças com autismo são espectadores antenados das novidades que podem beneficiar seus filhos. São o time mais aventureiro da face da terra em busca de recursos que possam ajudar na causa.

“Ouvi dizer que um menino melhorou o autismo tomando chá do coquinho do jacarandá que cresce em Caapiranga”. A notícia se espalha e lá vão eles atrás dos contatos na cidade amazonense para conseguir os coquinhos. “A filha da minha amiga começou a falar depois que usou Omega 3 oriundo de um peixe raro das profundezas do mar vermelho”. Correm atrás do Omega! A última que ouvi foi que o leite de camela é o que há de mais moderno e inovador para o autismo. E isso é sério! Mas tem que ser leite das camelas de Dubai!  

Toda essa história real com um toque de ficção é para poder dizer que os animais de estimação também entram nesse grupo de recursos promissores.

Há inúmeros relatos, filmes e histórias encantadoras de como os bichinhos ajudaram tantas crianças a se desenvolverem em muitos aspectos. Adivinha o que acontece? Cultiva-se a idéia: preciso ter um cão, ou um gato, ou um pássaro, uma cobrinha branca, iguanas, tartaruguinhas... eles podem ajudar meu filho a interagir, a falar, a aprender e a melhorar tantas coisas.

De fato esses animais, principalmente os cães e os cavalos, tem sido usados cada vez mais em terapias para o autismo. Cavalos são mais complicados para se ter como um bichinho de estimação, pois requer espaço e o manejo é só para quem entende sobre equinos. É mais fácil recorrer aos serviços da equoterapia e ao seu amigo ou parente querido que tenha fazenda, haras ou sítio para você ir passear lá com seu pimpolho. Os cavalos são terapeutas incríveis!

Os cães, por sua característica amistosa e por naturalmente se colocarem à disposição do homem, podem criar laços muito afetivos com as crianças no espectro. E a recíproca é bastante verdadeira.
Existem muitos relatos sobre as conexões especiais entre as pessoas com autismo e os animais, há uma espécie de sintonia, como se um pudesse fazer a leitura do outro criando uma interação fantástica. No entanto, adquirir um bichinho para atender esse propósito é um ato de muita responsabilidade e requer uma análise minuciosa se realmente é proveitoso e viável ter um cão ou gato.

É importantíssimo saber se a criança realmente gosta de animais, se esse contato faz diferença para ela. Tem como testar isso antes de colocar um em casa. Por exemplo, se você levar seu filho para um local que tenha cães e ele se mostrar sempre interessado por eles, significa que existe uma boa chance de dar certo adotar ou comprar um cachorrinho. Mas caso ela não mostre muito interesse em interagir com o animal, na maioria das vezes não vale a pena insistir e adquirir um para ver se vai funcionar com o tempo. Por favor, não façam isso só porque deu certo no filme emocionante que vocês assistiram na TV a cabo.

Um cachorro é um ser vivo que precisa de cuidados apropriados e se afeiçoa rapidamente as pessoas da casa. A questão do autismo já é algo que requer uma dedicação intensa, por isso é para parar e pensar: “Será que eu vou ter tempo e recursos extras para cuidar desse serzinho?” “Eu tenho experiência com bichos em casa?” “Eu gosto de bichos realmente ou eu não gosto, mas eles podem ajudar meu filho.” “Estou pronto para administrar um cãozinho ou gatinho em seu primeiro ano de vida onde são muito sapecas e brincam de morder, pular, arranhar e fazem muitas travessuras?” Eu digo isso porque eu vi acontecer histórias bem difíceis, de animais serem devolvidos, doados ou, pior ainda, largados em casa de qualquer jeito, doentes, cheios de parasitas (transmissíveis inclusive), sem um trato, um carinho, só na base do sai prá lá.  Percebem o tamanho da responsabilidade?

Se por outro lado você ama animais e tem condições para vivenciar essa oportunidade maravilhosa de conviver com um deles, ótimo! Por que não ter um? Se ele não der certo dentro do objetivo que você traçou para as melhorias do seu filho, você terá uma maravilhosa companhia para a família. Opa, espera aí. Vale a pena lembrar que esse animal deve ser equilibrado emocionalmente e apto para lidar com gritos, barulhos e outros incômodos sem reagir agressivamente nesses momentos.

Mas quando a criança gosta e a coisa dá certo: Uau! A conversa vai para outro rumo. Vou falar só dos cães. Sabem como o convívio com eles têm ajudado os casos de autismo? Vejam:

- Ajudam a diminuir a agitação e a ansiedade (influenciam nos níveis dos hormônios de stress).

- Promovem um aumento das habilidades sociais das crianças.

- Tornam as crianças mais criativas e imaginativas.

- Elas passam a expressar melhor seus sentimentos.

- Aprendem a cuidar, ficam muito amorosas. Os sorrisos triplicam.

- Podem participar da rotina de cuidados com o bichinho, escovando o pelo, ajudando a dar banho e passeando com a guia, o que ajuda a melhorar a coordenação motora em geral.

Tudo o que precisamos que aconteça, não é mesmo?

O Lorenzo não é de ligar muito para bichos porque sua preferência é indiscutivelmente a música. Mas temos um cachorro muito legal e que adora amizade. É o Juca. Ele não veio parar na nossa família por causa do filme. Foi porque um dia o meu amigo João me ligou dizendo: “Vou te dar um filhote do Joca”. E assim veio o Juca, filho do Joca! Nosso amigo. O Lorenzo gosta dele, mas passou a gostar ainda mais depois que eu inventei uma voz para o Juca. Uma voz que canta todas as músicas que meu maestrinho pede. Ele gosta do Juca musical!



sábado, 25 de fevereiro de 2012

O menino que ouve a música quântica



Acho que há algo de muito elevado e sofisticado nesse papel que a música representa na vida do Lorenzo e dos outros meninos que também tem autismo e que são fascinados pela música.

Fico realmente impressionada quando vejo como é fácil para meu filho compreender detalhadamente todos os níveis do universo musical.

Curiosamente ele não ouve aquelas cantorias falantes utilizadas para as mulheres acionarem o poder de seus glúteos e nem outras de venda rápida e sucesso curto que prefiro não mencionar o gênero. Ele nunca parou para ouvir ou batucar o ritmo dessas sonoridades. Exceto uma que invoca uma tal de delícia assassina na balada do sábado. É que essa as crianças cantam na escola e se tornou uma brincadeira.

Nem dá para citar as preferidas dele porque são muitas, ele tem um repertório imenso de matar qualquer jukebox de inveja. Ele tem bom gosto inclusive.

Eu tenho muita convicção de que Lorenzo percebe dimensões sonoras que pessoas comuns não conseguem notar. A apuração auditiva do menino é de ensandecer compreensões.

Einstein gostava de tocar violino, e creio que foi em um de seus momentos de comunhão melódica que ele observou a musicalidade na estrutura da mecânica quântica. Ele mesmo disse: “se eu não fosse físico, provavelmente seria músico.” Ele parecia também estar em constante comunhão musical.

Teria uma criança com autismo a capacidade de ouvir a musicalidade de cada ser vivo, de toda a abrangência dos reinos vegetal, animal e mineral? Ouve a música dos 4 elementos da natureza, dos anjos, do céu...dos universos paralelos?

Para refletir!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Lorenzo, sons, notas, acordes, teclados, cordas, batuques, câmera e ação!













MUSICOTERAPIA! Musicada por Clarisse. Filmada por André. Abraçada por tamanha dedicação e carinho desse casal tão amigo do Lorenzo.

Não poderia existir melhor terapia para o autismo de uma criança musical. Muitos perguntam se é essa a oportunidade dele ser um futuro músico. Se for, ótimo! Mas o objetivo é outro. É a chance de envolvê-lo em interações no contexto das vibrações sonoras. Cada som, cada ritmo o estimula agradavelmente dentro de sua manifestação cognitiva, sensorial, emocional, motora e espiritual.

Antes mesmo de aprender a falar, Lorenzo já cantava. Afinadíssimo. Meses depois se tornou percursionista, batucava em tudo, amava produzir sons. Isso até hoje. Ele tem calinhos nas mãos de tanto batucar. E assim ele segue sua vidinha, inserindo novos instrumentos musicais e qualquer outra coisa relacionada a ritmos em suas predileções. Tem também seu lado maestro.

Então todos os programas educacionais e mesmo a contextualização de suas rotinas foram e são baseados na arte musical. Por ser um campo muito amplo, não falta criatividade para atuar, assim, a musicoterapia caiu como uma luva dentro de toda essa história.

Os musicoterapeutas envolvem a música e os sons em suas sessões, sejam eles cantados, tocados, criados na hora ou dançados em uma majestosa interação com a criança. A atuação dessa técnica é bastante profunda, uma verdadeira homeopatia sonora. Já se sabe que a música tem poder curativo, o que nos faz refletir até que ponto compreendemos a magnitude desse processo harmonioso entre a freqüência sonora adequada e o indivíduo como um todo.

Os resultados dessa terapia para o Lorenzo são muito bons, são visíveis, porém sutis. Não dá para mensurar quantas coisas foram ativadas nele após uma série de sessões em um determinado período. Entretanto, o prazer que ele sente durante todo o trajeto, até chegar ao local de sua sessão e os olhinhos de felicidade direcionados para a Clarisse e o André, já deixam muito claro que a terapia musical no mínimo ativa a mais nobre energia que um ser humano pode manifestar: a do amor ao próximo. E é esse amor que se apresenta na comunicação através de notas musicais.

Seguem os links dos vídeos do Lorenzo (quando mais novinho) na musicoterapia: